Destroços…

Dizem que promessas não podem ser quebradas
E eu já perdi a conta de quantas eu fiz a mim e
as parti ao meio com meu jeito egoísta de ser.
General não dona da razão
Coração na mão
Solidão ao lado, a cada passo


Eu tento preencher um vazio que nunca se tornará completo
Pessoas não a suprem nunca, não conseguem
Nem eu…
Um buraco, um abismo em mim
O que eu jogo lá dentro?
Não, você não imagina…
Medos, raiva, dor…
Sonhos perdidos, sonhos destruidos, uma forma de espantar um horror
Guardo segredos que nunca sairão de meu tumulo
Protejo defeitos perfeitos que nunca deixarão de existir
Há também pensamentos meus que eu nunca quis ouvir… Banir…
Lá no fundo prendi as mágoas que nunca perdoei
Lá os erros abandonei
Lá…
Só lá eu me encontrei
Parte de mim é amor, outra parte solidão

Apenas eu sei me encontrar nesse vazio
Não há como mudá-lo, mesmo que eu queira
Por mais que eu já tenha tentado, todas as chances já morreram e não
nascem mais.
Não é como o vento que volta, nem como a flor que brota.
É um buraco, um abismo em mim
Mas e o que eu jogo lá dentro?
Ódio, desprezo, demagogia…
Repugnância, segredos, covardia…
Maldições, defeitos, espanto que nem eu conheço de mim…
Lá é apenas um fim!

 

 

 

Escrito por: Adriane Piran

Créditos da Imagem: www.portalcafebrasil.com.br

2 comentários sobre “Destroços…

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