Medos Ocultos

É uma noite fria

O vento bate em meu rosto

Quebrando qualquer fonte de calor

Sinto apenas o gelo da frieza

Absorver meu corpo e mesmo assim ainda estou aqui…

Na escuridão Soturna

Apenas o barulho das gotas de chuva ecoa pela estrada

Chocando-se ao solo molhado

Frágil, de fácil encruzilhada, uma cilada armada.

Tenho respiração ofegante, cansaço irradiando;

Mas já não há mais tempo

O meu flanco está cedendo, em minha mente uma voz dizendo:

Vencida pelo cansaço ou fortalecida pelo desafio?

Não há escolhas

Sabemos que somos sim fortalecidos pelo que nos demonstra algo chamado perigo

Forte e Fatal…

Mas somos humanos

E eles decididamente nos atraem

Atraem-nos pelo fato de que somos ambiciosos

Tentamos colocar ao alcance dos olhos tudo o que queremos

Mas por sermos ignorantes

Subimos em uma escada falsa que por sua vez nos derruba

Quando notamos há uma plateia aplaudindo

Porque apesar de cair humanos sabem levantar e começar de novo

Apesar de se machucarem sacodem a poeira e continuam andando

Apesar de chorarem deixam que as lágrimas percorram seu rosto

Porque são atos de coragem

E somente pessoas fortes choram de verdade, de alma e coração aberto

Apesar de serem um tanto frágeis…

Humanos são fortes o suficiente para encarar os desafios de simplesmente viver!

 

 

Escrito por Adriane Piran no pseudônimo de Bárbara Rosalie

Foto por Maria Fabíola

2 comentários sobre “Medos Ocultos

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