Ruínas

Céus, estou entrando em colapso!
Um tornado chegou e arrastou tudo
Sem pedir licença
Seu nome estava marcado ali…
Caos!
Então após a fúria levanto-me
Quase sem forças, mas com garras a persistir
A cena de um holocausto a frente
Derrubando-me a cada passo
Sou um sádico demente, doente por esperança
Uma última chance
Um último prefácio…
São tantos escombros, saio aos arrastos
Por dentre estes destroços, a voz, os gritos
Pedidos e súplicas de socorro ecoam no vácuo
Deus, não sei encontrar a mim mesmo nessa batalha com ar de perca
Não sei mais por onde recomeço uma busca esquecida
Tenho lacunas, uma memória perdida
Esse meu ideal já não faz jus a minha procura
Mas minh’alma clama
Porém meu corpo reclama, não tenho mais suporte físico
depois desta depravação
Céus, estou enlouquecendo, estou me perdendo
Deus, onde foi parar minha essência?
Este resto de forças esgotam-se,
Como se abrisse espaço para uma possível derrota não declarada
Ainda não pode ser um fim
Nem que esse pó que o vento varre constantemente
Esteja impregnado em mim, consumindo-me até o resto.

Escrito por Adriane Piran

Imagem retirada de papodehomem.com.br

4 comentários sobre “Ruínas

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